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| Foto: Adhi Rachdian |
Por volta da meia noite, o rapaz estava quase conseguindo acender o fogo e, enquanto soprava as brasas, alguma coisa gemeu subitamente de um canto escuro:
- Miau! Como está frio aqui!
- Seus idiotas! – disse ele – Por que ficam aí se lamentando? Se
está frio, venham e sentem-se perto do fogo para que possam aquecer-se.
E, quanto o jovem disse isso, dois enormes gatos pretos saíram da
escuridão com um salto e lançaram um olhar terrível sobre ele com aqueles
grandes olhos de fogo. Depois de pouco tempo, quando eles já tinham se
esquentado, disseram:
- Amigos, vamos jogar cartas?
- Por que não? – respondeu o rapaz – mas antes me mostrem suas
patas. – as feras mostraram suas garras afiadas.
- Mas que unhas longas vocês têm! Antes de começar nos vamos ter
que cortá-las.
O rapaz pegou os gatos um por um pelo pescoço, colocou-os em cima
da banca de carpinteiro e, cuidadosamente, cortou as garras dos bichos.
- Depois de olhar a suas patas, perdi a vontade de jogar – disse
ele, matando as duas criaturas e jogando-as no lago. Mas, quando ele
estava prestes a sentar do novo perto do fogo, começaram a sair de todas as
frestas daquele aposento cachorros e gatos pretos em correntes incandescentes, e mais e mais deles apareciam até que não era mais possível
se mover naquele ambiente. E eles deram gritos horríveis, e chutaram fogo da
lareira, dividiram a fogueira em pedaços e tentaram apagá-la.
O rapaz olhava tudo aquilo em silêncio, mas, quando julgou que
eles tinham ido longe demais, sacou sua faca e gritou:
- Fora daqui, seus vermes!
E começou a golpeá-los. Alguns fugiram, mas a maioria foi morta
para depois serem jogados no poço. Quando voltou soprou novamente o fogo,
atiçou as brasas, e sentou-se para se aquecer. Depois de se acomodar seus olhos
não conseguiam mais ficar abertos, já estava com muito sono. Olhado em volta
ele viu uma cama grande encostada em um dos cantos do aposento.
- Exatamente o que eu precisava! – disse, deitando-se.
Quando, porém, ele estava prestes a fechar os olhos, a cama
começou a se mover por si mesma e a passear por todo o castelo.
- Perfeito! – ironizou o rapaz – Isso está ficando cada vez
melhor!
E cama permaneceu em movemento, agora como se seis cavalos a
tivessem puxando de uma vez pelos corredores e escadarias. De repente, ela
virou de cabeça para baixo por cima do rapaz como uma montanha. Furioso ele
saiu debaixo da cama jogando longe travesseiros e cobertas.
- Se quiser passear, vá sozinha! – disse, voltando para perto da
lareira e deitando-se no chão.
Dormiu até o dia amanhecer. Na manhã seguinte o
rei aparaceu no castelo e, ao ver o rapaz deitado no chão, pensou que os maus
espíritos o haviam assassinado.
- Que pena! Um rapaz tão simpático...
O jovem ouviu e disse:
- Ainda não.
O rei estava espantado, mas também estava muito contente e quis
saber como o rapaz tinha conseguido passar por aquela noite.
- Muito bem. Uma noite já se foi e outras duas irão
também. – Em seguida, ele foi encontrar-se com o estalajadeiro, que arregalou
os olhos quando o viu:
- Eu jamais esperava poder vê-lo com vida novamente! E então,
aprendeu como se arrepiar?
- Não – disse ele – parece que é tudo em vão. Se alguém pudesse ao
menos me explicar...
Continua... na Parte 4!
Continua... na Parte 4!
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| Ilustração: H.J. Ford |



Cadê a quarta parte????
ResponderExcluirAguardo ansiosamente.
Abraço Flw!
Caro Johnny e demais leitores,
ExcluirPerdoem a demora em atualizar o blog. Estou envolvido em outros projetos que me impendem de dar a atenção devida a este espaço. Por hora as atualizações do A Pupa serão apenas esporádicas. De qualquer forma, comprometo-me a até o final da semana publicar a continuação da história.
Abraço a todos!